sábado, 19 de outubro de 2013
bruta flor do querer
insatisfação é bicho que come essa nossa sociedade. esses nossos humanos. essa nossa existência. come sem mastigar. engole digerindo em cenário de gastrite. insatisfação que nos faz refém. refém da droga. refém do fumo. refém do pó. refém do álcool. refém da gula. refém do sexo. refém da sedução. refém da vaidade. refém da traição. refém da mentira. refém até do sorrisinho bonito. refém do sofrimento. refém da paixão - não do amor. seria preciso satisfação para ser refém do amor. mas chega hora que vida implora fim da insatisfação. que fundo vida. que além vida. vida que de tão vida tem morte como apenas coisa de vida. e vida em tal implorar te dá tranco. vê aí o tranco. olha tranco da vida. e se dá tranco. só compactuando com tranco de vida é que insatisfação pode passar fome. e tranco te traz presente fé. fé te leva. é quando o fazer se faz. quando o acreditar na partilha ganha água pra se reproduzir. água que é fé. e passa a acreditar na partilha de suas meras ideias. seus meros ideais. suas meras criações. suas meras fantasias. suas meras danças. seus meros teatros. suas meras músicas. seus meros desenhos. suas meras fotografias. seus meros filmes. suas meras poesias. que meros assim, em fé materializam macro. em macro chamo o outro. pra que possamos esfomear insatisfação e partilhar pulsação.
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