Dos teus olhos veio luz.
Tua alegria me dizia vida.
Não te quero longe, nem sei mais poesia.
Sei que tua luz me fez ver todo meu escuro,
tua luz arrebentou minha ilusão.
Me vejo ainda encoberta de tanta vida sem saber viver.
Estou pisando nos destroços, nos lixos de mim, quando só falta amor.
Não soube nem aceitar tua luz, acalmar meu espírito e esperar seu vir.
A pressa toma conta de mim,
como se precisasse amanhã realizar o que talvez nunca tenha conseguido. União.
Volteio a meu passado,
ainda sou apenas a iminência.
Me desespera te ouvir noutro tom, te ver outra cor.
Ainda quero sua alegria, seu caminhar.
Ainda não sei viver tantas vidas, ainda não sei homens.
Homens, não te sei. Não te sei, relação.
O que há entre mim e homens?
Que puxo tanto, que o canal abro tanto e não sei canalizar?
Quando tudo o que é preciso saber é apenas ser.
Existir assim por inteira só. Calar a carência.
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