sábado, 21 de dezembro de 2013

atraversar

Era pico de hora na sexta-feira da Paulista. Rumo brinco de pedra de capim dourado com pena e pedra da lua, rumo banco, encontro três. O andar se faz acompanhado, o abraço colore o corpo e vou sendo adentrada de quilos que pesem em (de)cisão.
Paro no meio.
Fico entre os que vem e os que vão.
Aqui.
Olho bando que dança o padronizado passo nas faixas brancas coladas em chão de cinzas.
Bando alvoroço pro almoço.
Olho bando. Sou bando.
Sou a menina ainda assim aqui humana atravessando. Ando.
Fico sendo a impermanência. Fico sendo o ir e vir. Fico sendo o caminhar.
E onde só andam, paro.

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