quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NÃO SEI, É SEM-NOME

Eu não sei mais o que pensar,
essa bolha de líquido da sensação do não ou do louco está me engolindo, e acho que estou gostando disso
Eu mudo muito, mas hoje aqui com a saúde melando minha racionalidade, quero
Ninguém sabe o que está acontecendo, muito menos eu
Aquela cidade, aqeuel banheiro, acabada sem forças, sentindo todos os órgãos provenientes da endoderme prateando, coçando, desmanchando, nem sei o que, mas parecia morrer. E acho que era o que mais queria, morrer.
E que paradoxo não é mesmo? O que mais queria era respirar. Deve então ser respirar no meu mundo,
meu mundo o caralho, como falta humildade a alguém que pensa ter um mundo, ah quanta graça nesses sentimentos tão sem nome
Ou estou tendo os nomeados sem saber ou são sem-nome.
Isso sim é bom, ter sentimentos sem-nome.
E todos, não, e muitos querendo saber o que é,
não tem nome,
só tem olhar,
tem minha pele ficando amarela,
meus olhos mergulhados em lágrimas,
ou minha garganta pulando,
ou a vontade de deitar na chuva,
pode me beijar,
eu só quero respirar,
deixe-me apenas respirar,
tire minhas roupas se preciso, não, eu tiro.
E meu peito pulava, peito ou coração, aqui na frente, só isso.
Falta-me vocabulário pra tenta sensação,
ou para uma, mas intensa,
ou é tão branda que chega a ser intensa.

Um comentário:

  1. "E acho que era o que mais queria, morrer.
    E que paradoxo não é mesmo? O que mais queria era respirar" – outro trecho que destaco com força, que queria escrever a fogo na minha pele, feito uma tatuagem encarnada, sanguínea. "tão branda que chega a ser intensa", que bonito isso...

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