sábado, 26 de novembro de 2011

VENDEDOR DE PRESENTES

Estranho seria se eu não adorasse todos os dados
Esses dados tão sinceros e ansiosos
Tem aí a doçura do amor
O olhar apaixonado
O beijo inesperado
Mas algo prendendo-me
Traria um bem tão artístico
Músicas de uma energia além daqui
Todo dotado da graça e o poder com as palavras
Do olhar da análise tão intuitiva
E espero ainda perder o preso
Prender o que prende para poder libertar o mais livre de você
Livros musicados em cartas engraçadas e sinceras que dizem mais que um pavão possa dizer
Intuição
De onde vem tanta intuição?
Vende ingresso também para a intuição?
Falta gratidão? Meu sorriso agradece
E os olhares despudoradamente os meus
Mas o dito mesmo e que chegou foi a civilização da palavra incivilizada
Você diz que o coração é incivilizado
Eu digo que bom que o coração é incivilazado, pelo menos uma coisa em nós deve ser
Talvez tudo seja incivilizado, menos a nossa vontade de civilizar tudo.
Foi isso que te fez socar o ar? Espontânea adoração
Você encanta
E canta
Em todos os sentidos
Sua música, suas palavras, suas graças
Venda-me o ingresso da vida, esse você deve ter

2 comentários:

  1. ... me derrubou e não quero levantar. Profundamente feliz... o meu poema de cabeceira a partir de hj. Só um engano: acho que o vendedor não tem o ingresso da vida não... se ele pudesse te responder de dentro do poema, acho que diria: quem tem é vc.

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  2. "Prender o que prende para poder libertar o mais livre de você"...

    nesses dias, eu só repito, como num mantra: isso vai acontecer. isso vai acontecer... muito em breve...

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