quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Força dolorida

Minha força estranha está enroscada em dor
Minha garganta dói num entalo desse poço de lágrimas

Que tal força me desvencilhe de mim mesma

Que meu ego seja corroído pela mais pura Verdade

Que meu medo se dissolva numa antipatia sincera 

Que meu arrepio solitário faça meus próprios braços me abraçarem
Num apartamento onde além de mim, meu medo
Minha saudade
Minha solidão
Minha escuridão

Com um rapé calmo, uma normalidade amanhece após a tempestade
E Isabella vai caindo, caindo, caindo cada vez mais na sutileza secreta da auto-investigação

Uma máscara tão simpática quanto minha escuridão

Reverterei os sons interiores
Ainda caminharei em luz, à luz


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