quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Natal

Vou observando a dor crua natalina de uma família.
Celulares são como imãs.
A solidão apavora o olhar niilista da senhora.
Outras buscam qualquer assunto pra fisgar a atenção.
Outro, como eu, de longe manobra.
Sós, todos tão sós.
Alguma obrigação em sorrir,
outra em falar, falar, falar.
Pior que os que se obrigam,
sou eu
sem a humildade
de qualquer obrigação.

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