segunda-feira, 22 de abril de 2013

Bichinho bonito

Colar de vento batendo no pescoço.
Prefeito Saladino fria e calma na noite de domingo.
Meus olhos naquele todo aguado.
Corada e calma esperando trem.
Indo pra casa que toca centro,
saindo de casa que canta amor.
Enxuguei lágrimas de gozo.
Acariciei pele lisa que fez lágrimas.
Seu sorriso,
seu olhar,
seu tremor,
seu orgasmo,
seu amor.
Pra alegria,
encontrou o que antes não cabia.
Lavou o que há semanas não fazia.
Andamos pela arte
e nos movemos em dança sem fim.
Pesamos nos braços instrumento
e quadro que é presente do presente
É presente de Shindon.
Quem fez música colorida para sua parede.
Seu primeiro quadro é Shindon por você cantado.
Mendigos guardavam o banco
E a gente só ia.
Sua pele que me guia.
Porta que ainda solará.

E pra nada perder,
ainda lembro
que meus olhos são câmeras
que pulsam fotografias.
E seu coração é olho
que capta o que ao cinema caberia.

Ah, bichinho bonito,
tudo é mesmo muito grande assim 
porque Deus quer
Então te levo comigo
ao lamber tua fonte de vida.
Enquanto lembro toda poesia
que nos entra
noite e dia.

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