terça-feira, 30 de abril de 2013

Judaica

E se as paredes do mundo fossem de vidro?

Num primeiro andar, meu olhar me deita nas perspectivas da Sumaré.
Os carros que passam respirando entre si.
O silêncio daqui.
Reflexo de árvores e obras de arte nesses vidros judaicos.
Árvore que reta ar.
Estrutura que é arquitetura de fazer suspirarem os olhos.
Ali pra baixo, pedras n'água.
Com passarela de metal interrompendo fluxo
e me busco para buscar ver numa mesma linha de meus pés
essas águas que engoliram pedras estáticas.
E numa passagem despretensiosa,
meus olhos colhem as pedras num lugar que antes já passei.
E minha cegueira é como pleonasmo
que precisa de outro lugar
para avistar beleza do presente.
É um tempo suspenso esse dessa arte.
É repouso e meditação
Ou apenas composição
Que colho trazendo algum estado de espírito
evocado nessas cores de impressão.
Alguns riscos vermelhos já me sonham Moscou.
Se é sol ou lua,
eu não vejo pela esfera iluminada
mas pela luz que emana,
pelo ambiente que se faz chama.

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