sábado, 13 de abril de 2013

Bicho lunar

Nos vimos por um vidro
e já éramos conectados antes que meus olhos te abraçassem.
Desisti da interação por um poema mais a um
Já que tanto te escrevi e agora de ti nada vi.
Qualquer ponta do meu corpo que te toca
é porta aberta pra esses corpos que tanto gostam de se sentirem.
Ouvi suas respirações pelas minhas salivas.
Desde nossos pés que se beijavam num carinho sutil.
Meu rosto de lado sorriu
enquanto seus braços me envolviam num carinho
que nem você deve saber ter.
É ternura teu abraço que de tão verdadeiro só passa
e não anseia gozar de fingimento pseudo-amoroso.
Seus gestos são nuvens passageiras num céu misterioso.
Seria você lua que some e vem.
É lunar esse bicho que tem suor bonito de beber por entre as clavículas.

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