Você se lembra de todas as músicas
Todos os amores
Todas as peças
Todo o inesperado tão esperado?
Parece-me até contradição, você queria o que?
Pra que esse rancor infantil agora?
Mas não afeta minha nostalgia
No fundo do amor, o medo, intuições agora vejo que corretas
Ou prováveis
Preparou
Garimpou
Quis que eu pertencesse a você, quis me prender,
Quis-me como mais um de seus livros bons que não são vendidos, que ficam na sua estante incrível
Você foi vital para mim
Ainda é e será, nostalgicamente assim
Suas tintas jogadas ao meu rosto, suas palavras ao meu coração, seus discos ao meu corpo
Quanto carinho visando à posse
E agora, aqui, eu digo, repito, confirmo, ouço e vejo que é simples,
Que o teu amor é uma mentira, que o meu é poesia de cego, que o nosso amor foi realmente inventado, e nunca existente quando acabou
Não é de outro mundo?
É.
Foi a primeira de tantas músicas
Foi o começo da intensidade
Rapidez de tanta intensidade
A paixão pela simpatia, por esses olhos e palavras
Por sentimentos e sebos
Devo agradecê-lo, enquanto você pensa que quero mais, ou guarda aí um rancorzinho desnecessário
E se todos fossem iguais a você?
Nossa... que dragão bravo. Queria te perguntar tanta coisa sobre este poema, mas como fazer? como, meu deus?
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