Não compreendo as intenções da minha constante tristeza, angústia que vem e vai. Insatisfação que cobre os atos. Às vezes o riso vem, a alegria prazerosa momentânea é sutil, é rarefeita.
Hoje estiveram acompanhadas pelos seus olhos que sorriem torto passando a barba da carícia nos dedos da esfinge preta da sua vestimenta. Um cigarro é aceso e me apego a um desejo para fugir da angústia.
Talvez tal angústia seja somente a solidão.
O silêncio vazio, tão pobre quanto a hipocrisia.
Onde está o querer?
Penso fugindo.
Não quero se não me atormenta o pensamento.
Ainda me vejo onde não estou.
Sinto falta da incessante vontade e seriedade posta no teatro.
Olhos ingênuos os meus.
Agora são olhares frios, feios e tristes.
Não sei o que me acompanha. Não sei para qual deus rezar. Não sei onde foi enfiada minha religiosidade.
Moinho triste que engole meu sopro de vida entusiasmado. Volte entusiasmo, a mesmice cansa a existência.
A falta de beleza em meu olhar vai lentamente em direção a um moinho.
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