Houve um tempo em que os lençóis da minha poesia cobriram o silêncio.
Enquanto minha mente e meu imaginário brincavam de imagem e sabedoria,
minha caneta nem mesmo ia.
Guardei a máquina fotográfica
mas continuei fazendo retratos da realidade.
Minha neutralidade cobria qualquer representação
e meu corpo, por instantes eternos, não responde
ao que não for inevitável.
Alguns tantos versos em mim,
versos perdidos,
versos sem palavras escritas.
Bailarinas me guiam rumo a passos perdidos.
Hoje deixo passar qualquer inimigo do eu inferior.
Hoje, como tantos, caio na armadilha dos achismos.
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