terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Olhos de metro

Olhos fixos com o sabor de sangue escorrendo por onde pulsa o transporte público.
Olhos verdes como meu otimismo e escuros como minha angústia.

Como ossos de vidro que não articulam o movimento do amor,
vou olhando e sorrindo,
beijando e abraçando.

Quase colando uma maçã na mordida do queixo,
a respiração faz-se pausada.

E de vértebras finas, minhas lágrimas farão o contorno do rosto.

Saudando o prazer de uma menina, 
sorrimos um para o outro.
Seus dentes tortos escorriam adorando minha poesia, 
Meu cabelo bagunçado molhava sua vida.

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