sábado, 15 de dezembro de 2012

O peso do descontrole

Nas costas, o peso da culpa
As escápulas murchas
A coluna sem forças para qualquer espaço por entre as vértebras

O amor aos meus pais
A culpa de menina que teima em ser mulher, que teima em ser homem, que teima em ultrapassar a meninice
O descontrole pelas ruas
Os gritos extrapolados em lágrimas

O peso
A culpa
Ainda a culpa


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