domingo, 6 de maio de 2012

Desfeita

Mais uma vez meus olhos molhados focam na superfície
Minhas mãos não encontram outras para acompanhá-las à profundidade
Abraço minha solidão com a angústia da vontade
Nos trilhos vou jogar toda e qualquer esperança
Esperanças que amargam o gosto bom do sorriso

Essa delicadeza prevalecerá nos seus passos
Sua fuga me afasta
me fazendo engolir esse desprezo que fica em suas pegadas

Suas vestes sujas trazem a saudade da sua vontade

Quero de volta seus sorrisos colados e apaixonados
que desenham corações com os pés

Agora plantarei meu amor que guardo para ti e outros nos meus próprios olhos

Transformarei essa dependência em amor próprio
Mas assim estarei apenas fechando minha possibilidade tão boa de tocar, conhecer e viver em outra alma
com outra alma

Não sou capaz de coordenar e direcionar meu viver
serei sempre essa alma tão solitária com vontade do outro.

Nenhum comentário:

Postar um comentário