Mais uma vez meus olhos molhados focam na superfície
Minhas mãos não encontram outras para acompanhá-las à profundidade
Abraço minha solidão com a angústia da vontade
Nos trilhos vou jogar toda e qualquer esperança
Esperanças que amargam o gosto bom do sorriso
Essa delicadeza prevalecerá nos seus passos
Sua fuga me afasta
me fazendo engolir esse desprezo que fica em suas pegadas
Suas vestes sujas trazem a saudade da sua vontade
Quero de volta seus sorrisos colados e apaixonados
que desenham corações com os pés
Agora plantarei meu amor que guardo para ti e outros nos meus próprios olhos
Transformarei essa dependência em amor próprio
Mas assim estarei apenas fechando minha possibilidade tão boa de tocar, conhecer e viver em outra alma
com outra alma
Não sou capaz de coordenar e direcionar meu viver
serei sempre essa alma tão solitária com vontade do outro.
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