Meus dedos voltam-se ao saber verde das orquídeas mortas pairando no desejo de moleques tristemente tolos
Moleques cobertos por bonés e falando sobre a escatologia que é o cotidiano.
Meus olhos são soltos pelo rio rosa que contém os escritos mais desenhados e menos pensados,
é aí que se encontra a felicidade.
Na libertação do pensamento,
da programação,
da posse,
da cobrança
Trazem queixos molhados que machucam o amor peculiar de negros pianistas que saltam dessa mesa repleta de céu e mar para os olhos arrogantes dessa criatura desprezível que reclama dos tons belos do piano.
Esqueço que a simplicidade desses estereotipados pedreiros é encantadora
Paro para ver como os dedos flutuam e deslizam pelo branco som da negritude do Fritz Dobbert
Mas dali me olham
me notam
talvez me desejem o fim da ingenuidade
Talvez seja isso o que o mundo nos pede
O fim da ingenuidade
Para que não vivamos,
não acreditamos,
não sonhamos,
não ponhamos olhos e bocas que sorriem pela luminosidade bela da existência
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