A vitrine da dança me olha
e mostra a gordura tomando conta do meu corpo.
Eu não quero o sofrimento passado do físico russo,
mas ainda quero a dança em mim.
E ela foge.
A flexibilidade,
força,
equilíbrio
e domínio
fogem do meu corpo.
Agora vou respirando o nada
e expiro pensando ser tudo.
Na ignorância do meu ser
Ridicularia incabível.
Pequenez cansativa.
Onde vou parar, eu também não sei.
Não sei se paro ou se fico.
Não sei de me movo ou se ando.
Vou indo.
Vou beijando.
Vou me apegando à solidão.
Vou brincando de ter convicção.
Vou ouvindo e indo...
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