Um teste me faz relembrar as marcas de uma vida de 17 anos
O aperto corre com a simplicidade da fala fria
Os olhos são surpreendidos e os braços cruzados
Homens da cultura entrando na minha vida
Sabendo do meu eu
Sabendo do passado bom, marcante, puro e traidor
Passado do egoísmo sofredor
Passado das lágrimas bem choradas
Da pequenez explorada no movimento cotidiano
Transferências vão para o lado oposto
Falta-me o estofo para a posição da mulher revolucionária
O medo e a ansiedade me engolem e fingem estar bem
Sorriem
Falam manso
Fecham os olhos
Alongam-se
Mas estão distantes
O eu distante de mim
A necessidade do sono
A saudade da boa disposição
O cansaço me sufoca
Minha barriga cresce conforme minha incapacidade de me acompanhar
Boio na superficialidade triste
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