E coloco fim sem fim na deriva.
O que vi, quis penetrar.
E pousei a calma nos meus passos.
Me permiti olhar, apenas olhar.
Estar.
Obedecerei alguma cronologia já que o tempo estava escrito em letras pretas e cursivas numa porta da Belmiro.
Agora antes faço parêntesis só pra escrever um pouco dessa pouca limpeza tranquila que tomei.
Domingo.
O que já basta pra saber que a movimentação era atípica.
O que vi?
Dia nublado e garoa, pra permear minha observação de slogan paulistano.
Liguei pra aquela amiga querida do interior e sua ordem foi: direita.
Reto eu ia e pensava nos ônibus que poderiam me escolher.
Pinheiros, foi esse o que acenou pra mim e me pediu pra parar e entrar.
Obedeci.
Ela, preocupada, perguntava se eu sabia para onde ia.
Temperei esse caminho com uma conversa de matar saudade e de nascer um peso acidental.
Mas aqui só desenharei a deriva.
Imaginava Benedito Calixto e ao lembrá-la, pedi que me pedisse parar quando a intuição tocasse.
Do ônibus saltei na frente do cemitério. Bom cenário pra deriva.
Mas o telefone continuava a falar e nossa troca era bonita.
Ela me guiou para longe do cemitério
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