Entalado aqui o que não sei mais de mim
Em cima de um,
fui colocando outro,
em cima de dois,
veio vindo outro.
Estou ali já saindo daqui.
Ou não estou em lugar algum.
Ou estou em mim,
tão somente em mim.
Ou tão distante de mim.
Onde estou é ali na corda invisível da angústia que insiste em ser só.
Só sou sol que brilha mas não sabe anoitecer.
Ou sol que se esconde na escuridão pura do dia.
Meu peito nada à minha garganta e vaza aos meus olhos.
E só a poesia é companhia.
Pois consciência já me fugiu.
E não sei o que dói em mim,
por que dói em mim.
O que dói em mim?
Vou te sorrir mas não sei fingir.
Meus olhos tomam a voz da minha boca,
meu tremor toca o movimento da minha poesia.
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