domingo, 16 de junho de 2013

Atua intenção

Eu era menina quando começou tudo isso.
Eu sou menina quando começar tudo isso.

No final eu vou ficando triste, suja,
cheia de amarras e aprisionada num buraco que eu mesma criei.
Meu pai dizia que era mais simples.
Que as coisas eram mais simples.
Eu sempre estranhei esse negócio.
Meu pai, que já tinha sido corroído pelo moinho do mundo, dizendo que era mais simples?

Ou no final eu esqueço de mim,
crio uma cena,
escrevo um texto,
faço uma maquiagem,
invento outra máscara.
Porque essa de fingir que tá fazendo alguma coisa já não basta.
Eu precisava de uma máscara que escondesse meu fingir,
que me desnudasse,
me descascasse,
me tomasse.
Mas ainda uma máscara.
Porque eu não sei ser crua.

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