Então peço penas emprestadas
Pra escrever poesia
O trem hoje silencia como nunca vi.
Ao estacionar, portas abrem e silêncio pousado se instaura.
Como se até trem pedisse meditação.
Tudo passa lentamente.
E a caneta emprestada,
essa moça me deu.
É ela amiga dessa poesia,
impedindo que ela seja impedida de continuar.
Ô moça, fica com Deus
enquanto fico com sua caneta.
Ali em São Caetano as gotas batiam bonito na poça.
Era como chuva em pedaço de espelho.
Volto de sonoridades inebriantes.
Volto de fogo que veio para nos calcinar.
A existência pede que se queime toda a mente
e que sejamos mar.
Mar de silêncio.
Gotas de luz.
Vou me fazendo luz,
a passinho por passinho,
num caminhar lento e profundo.
Mas se a mim vem luz,
é porque outra gota dela acendeu meu caminho
unindo com sorrisos os fogos em meio à escuridão.
Tomei chuva de pipoca
e sou abençoada por sons.
Deixo-me atenta
para as sutilezas
que não se dão
em palavras
e vou vomitando aquilo que for
razão das trevas.
Me preparo ou sou preparada pelo Universo,
pra tomar sol nessa sexta.
A vida vai me vindo assim nessa beleza.
Então lembro daquilo que cantei
depois de encontro com flores daquele satsang.
A tua presença vai
fazer sair de mim
sofrimento e toda dor
Com essa tua luz
me envolve de amor
O fim daqui é Brás que me traz um ponto nesse ponto de lembrar.
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