segunda-feira, 3 de junho de 2013

Início

Só começo por não saber por onde começar.
Que é mais, 
que é além, 
que é É.
Não sei qual a mão que prende meu escrever,
só sei do pensar que é lembrar.
Voltei.
Voltei ao normal, 
ao cotidiano, 
não diria vida já que aquilo é mais vida.
Ou aquilo é além da vida, 
aquilo é vida e morte, 
aquilo é Universo, 
aquilo...
Um relato então já que poesia disse não.
Enrolo a linha do tempo.
Cronologia linear do tempo.
Dessa linha, ele pegou as duas pontas e as uniu, 
fazendo círculo-ciclo de tempo.

Alguma vez eu realmente estive só? 
Eu escrevi só pra mim? 
Tudo que vem/sai de mim precisa ir pra alguém. 
Não dá pra uma vez deixar uma coisa só comigo? 
Assim, guardada, como se fosse segredo? 

A vida está realmente diferente
Eu na vida.
O que sinto agora pela vida.
Isso é gostoso, viver.
Simplesmente estar viva.
Só olhar isso acontecendo.
Quando estava com dificuldade de voltar, 
só pensava que queria paz.
E acho que a paz é isso, 
é estar viva agora...
Eu lembro que queria uma paz, 
uma tranquilidade, 
queria dormir, 
desligar.

Era aquilo mesmo, de estar conectadíssima com meu pensamento. 
Tudo o que existia e muito forte eram aquelas sensações, 
impossível de desconectar delas.
Minha barriga parecia ser o mundo.
Eu e a dor
o incômodo na barriga.
Aquilo grande.
A barriga me envolvia.
O estômago, 
o ventre, 
tudo

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