Saiam as peles verdes de cogumelos mastigados pelos pobres e doentes
Briguem os poetas mortos e os racionais ativos das vozes ouvidas e aceitas
Joguem as paredes pela chuva de uma manhã da escuridão
Amoleçam os troços enrolados de um globo pessoal, no topo do ser
Caiam as fezes das patricinhas cheirosas tão podres interiormente
Iluda meus pensamentos com a ignorância que neles reina
Anoiteça os bichos amarelos de navalhas orelhudas e caretas
Desabe o fogo na indecisão carente
Águe os pisos empoeirados pela hipocrisia, mentira e falsidade
Acorde para as árvores sinceras que jorram sorrisos à tensão
Sorria para o presente
Acabe o que o começo nem mesmo sabia exteriorizar
Coloque o bloco morfético do saber no vazio do meu ser
Ou apenas me olhe com um sorriso
E me beije de olhos abertos
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