domingo, 15 de janeiro de 2012

conselhos próprios vagados ao nascer do dia


Aos 17 tempos contados por tabelas de números desordenadamente ordenados, sai o dragão da toca, o sufoco de olhos inchados mal dormidos, as respirações pelo cu, a selvageria das imaginações, ou mais uma simples crise existencial.

Quero logo avistar Argentina tão vivida e mal comida pelos filhos da puta monotonia e regramento, dos que só veem as placas dos bancos e não notam esse belo movimento das nuvens.

Levo o que me importa, presentes sinceros, a Tarsila para um bom angu desses crepúsculos, os pensamentos musicados tão inteligentes, o círculo para fingir capturar olhares de maneira tão falseada, o instrumento da poesia ou dos pensamentos anotados e algumas gotas de chuva para unir-se às lágrimas lavadoras da alma.

Ah menina, como é esquisito o que te rodeia, e meus despudorados olhares cobrem essa esquisitice como um manto de salvação. 

Então brinque com seus sentimentos até viver o fim, até cansar de sofrer, curtindo essa vontade de ver, mova as árvores dessa alma tão grande nesse corpo tão pequeno. 
Se proteja do mesquinho.  
Fuja da aceitação superficial. 
Se abra ao amor. 
Transpareça o sentimento. 
Sem medo da dor da decepção, dessa sua ingenuidade, sem medo da entrega sincera. 
Só aceite o que for verdadeiro.
 Digo a você com o custo do seu interior, das várias meninas, molecas e mulheres existentes aí dentro. 
Ouça a profundidade desse silêncio macio e misterioso, pense no que conforta, nesse menino tão homem e tão tomado pelo brilho, dessa força magnética dos olhos e bocas do ator, das palavras que duvidam, da incerteza da crença, da falta de seu conhecimento, das ligações vindas do interior desejo de ouvir respirações, ou da vontade do sexo dito por corações preocupados que colocam suas mãos, olhos, ouvidos e bocas em mim, que me amam ou só se preocupam, que riem ou torcem fora das desbocadas verdades. 
Só quero a sorte um amor tranquilo, deixem-me buscá-lo, nem que rios de desilusão e quebrações, choros e sofrimentos me engulam. Deixem a chuva cair sobre mim e o pavão casado, ela traz a verdade, a natureza da água, do choro e dos desabafos. A amizade não pode também fazer parte de nós? Se não sabemos lidar com ela, que a maturidade nos ajude a conviver. 
Fuja do distanciamento dragão, aproxime-se da verdade. 
Agradeça por essa vida, por esses espíritos bons engolidos nas gentes, tenha Deus, seu Deus e sua eterna misteriosa e incerta crença firme como proteção dos vampiros da vida chata, morta, regrada e aparente.
 Adoeça por viver.
Morra por viver.

Nenhum comentário:

Postar um comentário