Como a facilidade é tão obscura...
Temores de uma solidão de fecham nos auges dos peitos afagados e esperados
Finge uma boa aparição
Denoto o clamor de olhos tristes
Andanças lentas, niilistas ou apenas decepcionadas
Vagando pela chuva de braços secos e rostos molhados
Esbeltos e efêmeros sentimentos
A verdade chega como cai a neve de uma folha de bambu
A tristeza abstrai-se ao sólido tão abandonado
A calmaria se transforma em fuga do querer tão profundo
A espera por palavras nos ouvidos de noites ou dias pousados em sujas sacadas
Adormecendo no passado, esquecendo do que se desejava ao futuro
Com a solidão, vem também meu eu com meu eu cada vez mais conhecedores um do outro, ou nada conhecedores, mas amplamente companheiros, fiéis e aprendidos um com o outro.
Massagearei meus próprios pés e estarei na busca pela iluminação,
pelo poder da arte sem arte,
por algo escorrendo de mim, de meus olhos e de todo o meu corpo,
da verdade pairando no ar,
da libertação do obscuro,
da luz para os degraus da espiritualidade.
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