quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A PROSA DA DUPLA LOUCURA

Quando pude por meses esperar um recado seu, uma notícia sua, enquanto em meus aposentos eu me flagelava pela esperança de um dia poder te ver, hoje te vejo, te admiro mais ainda, estou aflito na esperança agora de te tocar.


para além de meias bocas, o que vier, que seja toda a boca ou todo o
  choros de enrolados moinhos viajando pelo braço unhado e captado pelas lentes de valor e   intensidade tão pequenos quanto a imensidão do universo

eu me perdi entre as estações, olhei pro lado e... quando voltei, ali já estava um carvalho solidificado pelos tramas passados, ramificado na profundeza dessas consciências ludibriadas, na seiva o suor do asco misturado com a saliva do desejo alimentam a nostalgia do desprazer e antes do corte dilacerador do conhecimento, veja, já há marcas...

na madrugada de uma manhã, o olhar se prende ao caído e articulado som dos bips de marcas horrorosas e azuladas desejando o que raspados e investigados seriam incapazes de compreender
dos brilhos que surgem em olhares frios e talvez sonolentos, a sensibilidade de um leão enjaulado pelas próprias garras e atacado pelas próprias mordidas ferozes. Na solidão do animal, se esconde a autodestruição do humano

entre os intervalos de um simples respaldo de uma batida e outra, o suor avisa o eco do ardor e na exaustão o reflexo do dilúvio de emoções repentinas de um novo agora
boa em duplo sentido
um riso

sou fraca, em vários sentidos

um riso
é o que cobro pela minha existência
um simples sorriso
é a confirmação de que eu posso estar em você ou fazer parte de você, mudar você, completar você

admiração por versos se transformam em sorrisos

é dar significado a uma morada já não receptora
dar importância a suas experiências pessoais e repassadas com a intenção de florescer o bem e o amor e isso basta me dar um sorrisos

se um sorriso é cobrado pela existência, que ele cubra a solidão
cobrando a existência e CUbrindo a solidão

pois quando ti, a mim seu sorriso oferta,
ele me faz companhia na morada alegria e me tira da insatisfação da solidão

e o silêncio é completado pelo pensamento de olhos arregalados
das coçadas e pensadas palavras

e as covas da sapequice pelo gostar

e os alongamentos das tontices


é dar razão a nossa loucura
que dela vem a felicidade ou a simples existência


que tome o vivo e repele o isolado

da sustância as nossas virtudes e nutre a nossa imaginação dando lugar ao puro 
o brilho dos seus olhos iluminam meus pensamentos em busca de cativar seus lábios, 
floresce em mim o desejo de saciá-los, 
o seu cabelo parece clamar pelos meus carinhos,
mas são elas, as palavras, que me encantam

(por duas cabeças, dois corpos, duas loucuras)

Nenhum comentário:

Postar um comentário