Lógicas dos pensamentos roubadas por jogos de prazer e satíricos medos de onde se tira o forno bestial
Liberados dos escapismos tomados pelo poder dos fones interligados ao punho febril e escancarado
Notas de gotas em telhados secos e abafados, todos arrepiados, fazendo o ritual acontecer
Às vezes sinto os galhos da sua barba ligando-se aos pós das praças internacionais
Às vezes sinto seu desejo enroscados nos meus grampos viciados
Às vezes sei o perigo no qual estou me metendo
Às vezes desejo o mal desejando o bem
Sempre não sei se desejo realmente
Sei que quero
Longe das gravações dos seus olhares tão contaminados de desejo
Dos seus gestos tão provocantes
Das suas palavras tão avançadoras e mergulhadas em selvageria
Venha comigo
Venha e me mostre o sabor da fruta mordida
Alma de vadia insiste em bater nos meus olhos
Alma de ladra
Alma de pecadora
Ou talvez apenas uma alma afogada no instável em busca de estabilidade
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