quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Inferior ingenuidade

O poder de palavras bonitas e ditas em momentos diferentes dos esperados 
Minhas decepções se intercalam e tomam por completo as minhas lágrimas
Minha ingenuidade corta os orifícios do olhar
Mundo cruel
Pessoas cruéis
Que veem apenas uma parte do existente
Ou eu sou tão pequena que vejo o inexistente
Como tenho pena de mim mesma
Por ser assim, 
tão ingênua
tão acreditada do amor
na sinceridade
no interesse inexistente
Eu infelizmente acredito nessa existência suprema
Ou felizmente
Felizmente
Pois assim, diferente de você, eu estou vivendo aberta ao que me vem
Oh solidão que me consome
Aperta com toda a força minha endoderme repleta de sangue doído que exterioriza gotas de sentimento, as lágrimas tão sinceras
Sinceridade das minhas fantasias
Ingenuidade do meu viver
O vermelho dos meus olhos jorram sorrisos sinceros
Sorrisos julgados por outros
Sou tão pequena, sou um nada, sou um pó, apenas um pó, sensível ao sopro, sensível ao toque, sensível a uma energia trazida de ti, sou o pó da gigante fraqueza, sou o pó da gigante angústia, sou o pó da sede de viver
Como pude me apaixonar por um ser tão incompreensível?
Um ser tão superior?

Um ser que acha estar quase ao topo, ou pelo menos muito maior que eu...
Um ser que finge, mas não se abre ao novo

São só fantasias minhas, são, talvez, idealizações
Pelo que percebo, você não passa de um olhar encantador que come o que acha de útil pela frente, um broxa desinteressado no que possa vir a ser menor que você
Mas o problema é mais simples, você diria, o problema sou eu, o problema é a minha sinceridade, o problema é a existência, o problema foram olhares ridículos que se cruzaram achando ter ali, algo de especial.

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