Revistas enforcadas pelos plásticos movidos a fumaça dos automóveis expulsados das caçadas
Laranjas e floridos vestidos revelando a sedução de um carinho amortecedor na chuva
Chuvosos sorrisos e doces lábios
Nojentos olhos folheados em águas pequenas e enganadoras
Couves dos dentes esgarniçados pelos jovens almoxarifados
Chupetas coloridas soltando o ar pelo fogo e trazendo os leoninos desejos fortes e vitais
Os elementos de uma natureza tão terrena e tão respirada
Montes de groselha espalhados pelos queixos de uma quarta-feira festejada e inacabada
Doces sonhos nas margaridas coloridas e bolhas do surfista
Dificuldades imensas deixando os dedos desconfortáveis e o queixo virado trazendo a indecisão e a força de uma descontade crucial afogada em palavras repetidas que nunca são ditas e estão sempre nos meus pensamentos sem saber a razão das maldias correções de um cérebro reivindicado por problemas familiares e indeciosões das continuações abandonadas onde a estudantil viagem estaria magoada pelos chuvosos e gozados esfregões na cara, pelas deliciosas línguas do codinome, pelas mãos e pescoços vermelhos, pelos colos e pernas abertas, pela indecisão da partida e da vontade de fuga, pelo esconderijo da alma covarde, pela maldição da correção, pelo desejo bretoniano, pela sede de querer a abertura do que quer que possa vir a ser relatando o eu, o simplesmente e tão forte eu, o fraco e indeciso eu, o egocentrismo do caralho não dito por gays de minutos de atenção, de desejos e recordações, de ideais relatando apenas memórias e imaginações provocantes de uma força de querer, de um boquete morto e oco, de uma língua viva e prazerosa, trazendo músicas numa batida incessante que nasce nos olhos fechados e nos toques cheirosos
Modifiquei as memórias dos cheiros, entregada ao perigo de mais uma paixão
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