No suor das laranjeiras mergulhadas em fogo, as bandeiras do amor prosperam
As veias da existência submetida a traços finos da deselegância qualquer de um homem longe de mim
Calcanhares desequilibram os jarros da fidelidade
Bocas fogosas chamam bois e cavalos para a entrega real
Fazendo de si uma pequena e ligeira chamada ao sublime
As insatisfações grosseiras de uma pele mal amada e mal vivida
As gargalhadas de um egocentrismo convocando os pelos do seu rosto
Os braços carinhosos dormindo e respirando diferentemente
Os olhos abertos quando fechados, os batimentos cardíacos de um braço no meu rosto
Horrorosos corvos se dilatam na possível existência de um indígena
O povoamento de aldeias de tatus em um cu de tigre
Adão e Eva tão pequeninos diante ricas sabedorias
Fechamentos incoerentes com o ar que nos cerca
Me liberto
Me permito simplesmente parar, respirar, olhar o céu, sentir meu corpo, ouvir o silêncio, relembrar o interior, apenas respirar, apenas olhar, apenas ser, tão silenciosamente, quieta, escondendo o fogo que surge de maneira nada sutil, escancarando uma energia, arregaçando as verdades do meu eu
Você é muito louca, hahaha. "Calcanhares desequilibram os jarros da fidelidade" é muito inusitado e inédito! "Relembrar o interior" tb me bateu legal... diz tanta coisa... Mas “Arregaçando as verdades do meu eu” é o melhor, porque tem uma coisa na palavra arregaçar... sei lá, meio obscena, haha, e isso gera impacto maior na frase.
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