Se compreendessem a tamanha pureza que existe em mim, minha gratidão pela simples existência, minhas recordações, minhas palavras somente sinceras, sem mil e uma intenções e desejos ali escondidos. Se forem péssimas, são apenas as palavras do meu coração, do meu ser, da minha vivacidade, apenas isso. E ao esconder essa sinceridade da vida, sua realidade escondida vaza pelos poros dos olhares, das ações, ou estouram em palavras inesperadas. Eu prefiro a exposição sincera do sentimento, do que se passa desde a cabeça aos pelos mais secretos, gosto da verdade esgarçada, gosto do escondido desaparecido.
Mas estou apenas colhendo o que planto, se ninguém dá a mão a ninguém, darei as mãos, os pés e todo o meu corpo à poesia e sinceridade, darei a mão ao mais simples e sublime sentimento, às imagens que tomam nossos corpos, sem indagar o porque, sem a busca do entendimento tão minuciado que nada mais é que superficial. As palavras seguintes ao porque são apenas a superfície da verdadeira vida, do que projeta ar ao outro, do que sorri com olhos transparecendo o sentimento, do que é tomado por lágrimas, amargas ou não, são lágrimas, lágrimas, sorrisos, ou simplesmente a verdade, é o que quero nos meus olhos, é o que quero que todos queiram, viria então o mundo da verdade, a sincera relação, use as palavras apenas para mostrar, não explicar e querer entender o que só o coração, os arrepios e o interior sabe. E que fuja de qualquer ordem ou método esse saber interior, que o saber seja apenas o existir.
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