sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Costas de cifrão

Meus olhos caíram como se uma prostituta guardasse seu salário
Ainda sou uma prostituta que cobra olhares
Minha garganta se alaga ao ver minhas nebulosas relações

Então o machismo me pisa com beijos bons e macios


Como se me escondesse em véus transparentes, vou adorando seus círculos vermelhos bissexuais


Com tantos beijos e desejos, vou andando só
A dificuldade do singular pesa em mim

Meu amor a essa potência que transborda em beleza
À estrela dos olhos radiantes
Aos olhos aguados
Aos olhos infantis

Há minutos a maciez tornou quente meus olhos vermelhos

Minha vaidade beija meu orgulho enquanto dançam na luxúria dessa minha gula permanente.

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