Estamos acorrentados pelos números em cifrões, pelo falso moralismo e pela solidão.
Vejo minha barriga crescendo como se não tivessem mais para onde ir os meus sorrisos.
Minha letra toma a forma de uma delicadeza dos meus meus onze anos.
Os agudos do piano me puxando rumo à nostalgia.
A saudade que levemente ainda pesa em mim.
Sua alma extrapolando sua boa forma, meu amor vai além do galã empreendedor.
Meu amor por você tomou uma leveza tão pura onde não há mais espaço para o rancor.
Vou de encontro à ingenuidade sua que restar,
à última gota de sensibilidade ingênua que for possível lamber.
Extrapolaria o corpo para te mostrar o brilho tão doce do meu amor por você.
Como se bebesse um vinho tinto em garrafas de água,
beberia minha saudade de você.
Queria ouvir sua vida, estar em cada ponto mínimo das suas aventuras.
Queria te dar minhas novas realidades,
fazer sair de mim a você qualquer felicidade que em mim houver.
Na catraca da rodoviária lembrei de sábados puramente arqueados nos trilhos dos trens.
Seus poros mais abertos, seu corpo mais forte, seus olhos mais caídos
e sua alma mais escondida.
Mas é aí, atrás do homem forte de negócios que quero estar.
Aí onde poucos veem, no menino aventureiro que chora sozinho para que ninguém veja sua fraqueza.
Deixe-me viajar nas ilusões da minha nostalgia e fugir pra você
quando tudo não me basta.
Quando vou sorrindo com olhos molhados
e beijando com a alma
que de tão leve,
é tensa.
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