Deito minhas agulhas em encantamentos cor de uva
Nas costas do início, coloco minha reputação pobre e podre
No peito do adeus, pressiono meu passado doce cheio de lágrimas
Me amarro na impossibilidade de amores de 1980
Coloco meus pés no cimento do desejo
Se me ensinarem o que é o amor, poderei aprender a dizer "eu te amo"
Por enquanto vou distribuindo minhas balas de amor por aí
Vou cavando minhas nuvens rosas e banhando minha iminência
Como um vinho que desce mas balança na fronteira entre o vidro e o ar
O que é eterno não me serve
Nenhum comentário:
Postar um comentário