O escuro do medo nem sei de queO sufoco, uma mão interior apertando, tirando a última gota, espremendo o coração, o estômago, o esôfago, os olhos
Tantas vezes ditas volta, tantos quereres, tantos errosA escolha da agonia frágil e modesta de um fundo de garganta ou do cuGotas de suor da porra fazendo lágrimas em mim
Um mundo caindoE ainda o exageroMas só com exagero pode-se falar de exageroDe amores inventados tão perfeitamenteQuanta verdade pra inventar tal paixãoE quanto exagero
Maravilhosas flores negras, desbotando, caindo, mordendo, secando, sugando todo o ar do universoProfundidade da culpaDo medoFugaA necessidade de alguémVenha passarinha, ah quanta gratidão, realmente um anjoSó o seu olhar pode me fazer melhorE o abraço
E como tudo se encontra?
Morrerei no silêncioViverei eternamente a falta de tudoSimplesmente por querer tudoE saber que o querer me traria a faltaServidão da terra tão sincera
BurriceOu ingenuidade?Ou verdade?Ou sinceridade?Diante tudo, digo e confirmo: burrice.
Morrerei então eletrocutada, enfiando com a maior vontade, quase gozando, o dedo na tomada, aquela tomada tão proibidaMorra.Mas antes, vivaE não queira viver intensamente, Muito menos viver como quiser, A não ser que queira morrer por viverE agora, agora direi que prefiro morrer voando?Ainda prefiroE é por isso que a irracional vai morrer eletrocutadaFoi avisada dissoDaquiloE de tantas outras coisasE se afundou por isso e aquilo
Venha o sonoQuero dormirNão, não quero dormir já que não quero sonhar, até em sonhos só vem realidadeQuero andarQuero andar na chuvaNão, chuva não, chuva remete a uma das melhores sensações já sentidas por mim, me remete, sobretudo, a vocêSim, andar, chuva, lágrimas, ou o que tiver que vir.Não quero drogas, quero somente lágrimas
E talvez a morteMas não se assuste, eu gosto de querer a morte.Isso não é nenhum terror, nenhum problema psicológicoProblema psicológico é submeter-se a tudoOu não.Sim, é problema, é o que você quiser que sejaMas de uma coisa eu sei: eu não sei
NO CU.
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