Expectativa para o ritual do surrealismo paulistano
A cidade tirando férias, banhos de vinho e fumaças de poesias
Wi um llar homenageado
Acesas e repletas do vermelho animal com tumores
Rios de deuses e ninfas
Uvas dos escondidos sexuais
Espirros de liberdade
Almofadas de chão deitado, sentado ou levantado
Drogas fissuradas em sacos de lixos de jornais verdadeiramente irreais
Ver a cidade com veracidade
Amor a tudo isso
Amor a tal espetáculo
E venham moças bonitas em bicicletas carregadas por caminhões de mudanças
Lençóis do amor sambado pelo francês
Inferno de um céu positivo inconvencionado
Frutas gostosas de estupros pintudos sem sacos
Gulas de um avarento afogado em merdas comidas que não voltam para o cu
Masturbações com a riqueza superficial e empresarial
Graves delírios de uma traição cidadã
Raivas de suicídios hipotesiados
Juntas de marfim, beijadas por moças de um ou dois andares
Nunca mais o amor vai brilhar ali onde você só olha o que não olha
Então se abra, olhe quanta beleza num espetáculo
Quanta beleza num ritual
Quanta beleza
Quanta energia
Quanto tesão
Quanta expectativa
Corredor de coqueiros de uma revolucionária, pensante e despadronizada
Penachos de um gavião melancólico dependentemente brasileiro
Paulistano
Humano
Verdadeiro
Essência-all
Evoé!
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