sábado, 17 de dezembro de 2011

Paranóias de uma ressaca

Difícil de dizer as gargantas de uma cerveja seca nos canais vermelhos e molhados
Folhas aguadas de uma ressaca tão seca quanto a chuva de uma doença banhada em uma rainha das águas e sereia do mar
Beijos lésbicos de meninas provocantes enfiadas em detalhes de maturidade
Rolos de cabelos fedidos de um cheiro tremendamente doce e agradável
Dizeres de um contra redacional ou vestibulando
Tomates de estômagos lotados de merdas para serem jogadas onde abre o canal
Saiba de um pensamento gargalhado em garras filtradas em nojos aumentados por um único fio
Sintomas de uma janela iluminada em meio a tantos tormentos, tortos e curvos prédios republicanos copanos
Festas ali onde sexos ali e tédios ali televisivos ali com proibições e mentiras daqui
Enganos de um maduro tentando passar uma verdade mentirosa tão desnecessária
Intenções de uma cama virada em escadas para saciar o vento que vem
Jogos de corpos sucumbidos pela música 
Batidas de um foco quieto e enérgico
Clássicos sobrando onde falta a crítica de uma cultura pobre e amante de energias
Pequena como um corpo cabível à mala de figurinos

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