Veja você aí,
Isabella
Aí onde não há mais
ninguém
Aí onde só existem
você e seus olhos
Seus olhos que
lacrimejam
Seu sorriso que
colore pequenas lágrimas
Veja seus pés que
imploram por movimento
Veja sua frustração
Veja sua inutilidade
Apalpe sua fé
Apalpe seu passado
Aperte seus olhos ao
lembrar-se da família de ovelhas brancas
Aqui só existe você e
um café
Aqui você descansa os
olhos escrevendo versos nostálgicos
Você banha sua vida
numa grande improdutividade da qual se orgulha
Você vive o orgulho
da sensibilidade
Você muda
Você vai andando e
transformando
Ou apenas para em você
mesma.
Você escreve poesia a
você mesma.
Seu egoísmo está te
corroendo.
O sabor dos seus
olhos serve de composições a Thiago
O cheiro do seu
sorriso serve de escrita a Paulo
Seu dormir em lua serve de versos a Outro
Seu dormir em lua serve de versos a Outro
E aí vai você
descendo ao abismo
E aí nos vejo
circulando pelo moinho
Ouço-nos vendo
Cartola
Escuto-nos sentindo
Cazuza
Preste atenção,
querida, continue a andar na vida, continue cavando seu abismo, mas nunca,
nunca pare de dançar.
Nunca adormeça em si
seu movimento.
Nunca deixe seu corpo
te acorrentar.
Suas inevitáveis
correntes de pele, osso e carne um dia cairão
E quando esse dia
chegar, sua alma verá o outro lado do amor.
Seu corpo não mais
reduzirá suas ilusões
Sua realidade nem
mais existirá
Aí sim você verá a
fuga da vida
Aí sim você sairá do
seu caminho de fogo
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