quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Brincar de ser, sorrir pra existir

Acordo com o cheiro de máquinas gritando meu atraso
Travo as respostas na bacia da solidão

Colori a poesia com pausas de correspondência
Acordo meus sorriso cantando Tim Maia e Chico Buarque
Minha tosse ronca num nariz congestionado e implora por tranquilidade
Meu sorriso se faz cada vez mais e mais inevitável
Meu presente me dando presentes cada vez mais bonitos
Lágrimas escorrem pelo meu rosto
Lágrimas calmas
Lágrimas de amor
Lágrimas de saudade
Fios de felicidade
Gotas de alegria
Pingos de vida

Não consigo pausar meus beijos
Meu corpo é abraçado e abraça na mesma frequência que sorri
Como agradecer tanta beleza, tanto afeto, tanta sensação?
Tanta
Tantabão
Me permito risadas solitárias de um humor pobre e tão pulsante

Chamo por ser 
Abomino o pensamento enroscado que acorrenta o amor


"Me olhe,  pelo amor de deus, pra eu saber que eu existo"
"Me toque, pelo amor de deus, pra eu saber que eu sinto"


Antonio Januzelli aumenta o meu sorrir e me empurra para toda presença e potência de vida
Marcos Bulhões me ergue fazendo meus pés respirarem prazer
Me amolecem os músculos
Me encaixam pelas articulações
Nos unem por ossos
Nosso corpo vai brincando de ser
E trazendo toda a potência de viver

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