Um leve pousar das
patas do tigre nos meus dedos
Corro para alcançar
meus enganos
Engulo-me ao andar em
círculos
Jogo-me nas pausas
cobertas por atabaques
Por isso não apareço.
Num momento em que uma
aulinha não cabe mais em mim.
Na Marechal Deodoro
meus impulsos apavoram o músculo da minha face.
O incenso que impregnou
nos meus pertences.
Quero desviar da
mediocridade
Vou desviando...
Caminho em função do
amor.
Só o amor consegue me
impulsionar
Só sei andar se amando.
Só sei ir se apaixonando.
Paixões, amores,
desejos, olhos.
Na madrugada ouvi um
pássaro tão solitário como eu.
Escrevia a alguéns
tentando conter saudades suportáveis.
Novamente naqueles
mesmos trilhos de trem...
Nesses trilhos que
seguro o mesmo caderno
Nesse caderno que
carrego outros sentimentos
Nesses sentimentos que
fazem outra poesia
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