sábado, 6 de outubro de 2012

Repetido trajeto


Um leve pousar das patas do tigre nos meus dedos
Corro para alcançar meus enganos
Engulo-me ao andar em círculos
Jogo-me nas pausas cobertas por atabaques
Por isso não apareço.
Num momento em que uma aulinha não cabe mais em mim.
Na Marechal Deodoro meus impulsos apavoram o músculo da minha face.
O incenso que impregnou nos meus pertences.
Quero desviar da mediocridade
Vou desviando...
Caminho em função do amor.
Só o amor consegue me impulsionar
Só sei andar se amando.
Só sei ir se apaixonando.
Paixões, amores, desejos, olhos.
Na madrugada ouvi um pássaro tão solitário como eu.
Escrevia a alguéns tentando conter saudades suportáveis.

Novamente naqueles mesmos trilhos de trem...
Nesses trilhos que seguro o mesmo caderno
Nesse caderno que carrego outros sentimentos
Nesses sentimentos que fazem outra poesia

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