A poesia espera calada pelo meu renascimento,
sopros de calor me guiam cheirando cachimbo terapêutico.
Minhas vestes são derretidas como sorvete,
meus olhos fixam a luz da limpeza espiritual.
Estou de pé, em frente a ervas tão sutis quanto minha alma.
Me escondo na promiscuidade e desmistifico a culpa,
revejo meus poemas e sorrio à luz.
O espelho da sabedoria converte minha ignorância e caminho no tempo de um dragão.
Não explico meus morangos virgens e desamarro minha pele vaginal.
Solto minhas vestes com a calma da tolerância e escuto meu caminhar tão nato.
Diminuo a velocidade e espero meus deuses mais secretos.
Olho o sombrio, invoco vida pela nuca.
Meu corpo foi abandonado num sexo cor-de-rosa
Vou com olhos fechados,
canto meu silêncio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário