Numa grama trêmula, nossos ossos eram amarelos
Seu psicologismo ainda olha com gotas de mágoa a pureza de um inferno
A hipocrisia das costelas amortecem nossos músculos
Sua família vai caindo enquanto meu fígado vai sendo apertado por uma mão cinza
A atitude triste de uma mão que corrói anjos pelas vestes pretas
Nas intuições, eu sempre soube de qualquer traição
Liguei meu corpo a uma dieta de chá verdes
Meu passado ainda me cobre como uma luva cirúrgica
Minhas pernas ainda doem
Meu ossos ainda corroem
A boca cheia de batom olha celulares de traição
As preocupações são brandas
Meu olhar é estacionado
O pior de um colar é o feixe
O melhor de um olhar é o sorriso
Ilusões
Pobres clarões
A maldade ainda é o caminho da ignorância
Digo sem saber
Ando sem querer
Quero sem poder
Posso sem amar
Amo sem pudor
Drogas dos carros de fumaças pretas
Meus dentes piscam goelas e bolhas
Há sacos de sangue no olhar
Jovens brandos e calmos fazem sexo
Preciso chorar
Preciso cuspir
Nunca serei um casal
Sempre correrei pelas plumas da solidão
E escondida, eu precisarei apenas dançar
Dançar
Dançar pelo chão, escorregar o corpo pela bebida
Danço com meu coração pulsando, abraçado pelos meus braços finos
Danço e molho
Danço
Apenas danço
E não sei mais para onde e nem a razão das minhas lágrimas
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