Não vou negar que eu adoro
esses olhares me chamando e
pedindo alguma iniciação
Não molho os olhos por peixes coloridos
Não sorrio por caladas sensações
Não abraço fogos que já se
apagaram há muito.
Penso que não sou ao menos
o que penso ser
Marcas de batom não mais
transpareciam minha indecisão
Aos sons argentinos, eu olho
pras nuvens e lembro que
serei sempre sua, mesmo você não me tendo.
Lembro que virão oolhos, sorrisos
e braços mas nunca virão seu
peito, suas costas e suas
línguas.
O eixo perdido se transfere para
meus pesadelos
As têmporas doidas revelam
a minha falta de
Sou tão pequena que
adoro roer os marcos
dos pecados.
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