Sozinha no mundo
Merecendo por egoísmos baratos
Abandono
Deixei o que é meu, o que está em mim
Para buscar sempre o mais longe e tão próximo a mim
Aguardando ônibus
Pensando no nada
Exalando lágrimas calmas
Lágrimas sem explicações sem motivos
Insatisfeita com a realidade
Parada
Imóvel num canto qualquer
Sendo observado por desconhecidos
Pois só eles aguentam e vão querer continuar olhando
De que adianta a pressa?
Pra que o tormento?
Vou passando pela vida, vendo-a passar por mim
Se distanciando de mim, com os olhos de nostalgia.
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