Deliciosos olhares contados na provocação da vontade
Olhos de vontade, olhos de conhecimento, olhos de sinos
Quanta vontade de você
Cabelos semelhantes
Caspas da vergonha escondida nessa incessante vontade
Abrirei meus olhos recheados de lágrimas
Meus braços molhados de saudade
Meus pés enfiados na ilusão
Meu corpo afundado na carência
Onde está você agora?
Não olharei para as sombras que correrão por detrás dos seus braços
Não beijarei as carícias dos seus pés
Não molharei os olhos com suas costas pintadas em lama
Num corpo repleto de palavras, as letras ficam pequenas
A vida vai indo pra um lado da solidão
Lado do eu ali entristecido
Dor da entrada sem saída
Dor da barragem
Exagero da linguagem
Mentira das palavras
Distração do viver
Magos homens florais nos peitos de traidores eternamente sonhadores por entre as gargalhadas de idosos imensos brincando por entre as areias da salvação eterna
Seu açaí me traz algo ali escondido
Algo que ali quero que se propague
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