Até quando me deixarei andar pelos pés e não pela cabeça?
Horror a pensamentos ocidentais que intentaram há pouco o meu ser.
Devo ser agradecida por deixar-me andar com os próprios pés,
por acreditar na superioridade dos ares reais,
por não colocar-me à frente do fluxo vivo.
Os ditos amigos querem sempre amarrar correntes nos meus pés e substituírem-nos pela cabeça ocidental tão pobre.
Seus seres foram moídos,
mas ainda é cedo,
mal comecei a conhecer a vida,
para que poupar os pés que poderão até me cavar e me levar a um moinho?
E o meu tão querido senhor, ainda bem que ali existe,
e aqui lembra meu ser da realidade existencial.
Diferencie, por favor, deixar-se viver de imaturidade.
Eu não sou capaz de entender e viver tal diferença.
Talvez não passe de uma menina imatura.
Menina que não sabe relacionar-se.
Distancie-se enquanto pode,
ela chorará sozinha,
mas que assim seja,
pois ela só tem ela mesma.
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