Buzinas jogam os ternos barbudos da Rua Augusta à uma da tarde.
O Unibanco adormece os desejos da minha imaginação.
O cheiro da pipoca corta os beijos do interesse.
Meus olhos cruzam a Antonio Carlos pedindo o frescor da garganta arranhada.
A Marias Aires faz o doce pular na infância dançante e sulista.
A Fernando chega em mim toda laranja e acalmando a ansiedade dos atrasos.
A Peixoto Gomide entra no meu cu com todo o crainho das palavras ensaiadas
e sensações inesperadas.
A beleza do alteza traz saudades.
Deito na Frei Caneca com o cheiro doce do suor.
Cospos correm causando ciúmes e preocupações.
Beijos afogados em choros abraçam o medo da última conexão.
A ânsia dos olhos dissipantes daquela paixão exagerada não chega.
Minhas pernas seguram malas sanjoanenses.
Meu cabelo pula na batida da originalidade e vontade de você.
Não consigo compreender para onde os botões dos elevadores querem me levar.
Puxam a bateria de um samba indiano.
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