As cadeias da alma chegam a todo momento em qualquer ser
Meu peito chora no aperto de um fundo que choca no amor à vida
As roupas que se fodam ao lado da pulsação do céu
Meus joelhos nunca irão cobrir essas merdas acumuladas pelos ditos adultos
Maturidade de merda que vai cobrir todo o poder existencial
O escuro adormece na maturidade tremendamente temerosa
A organização nunca seria tão bela como a respiração e um olhar amoroso ao céu
Eu sou uma gota d´água no deserto cheiro de secura morta
Sou uma vontade de amar o inesperado
Vejo uma forma de colo sendo ligada ao meu molho de chaves
Ouço meu eu sendo metaforiado nessas palavras tristes
Não irei ao cu quando quero uma gota de amor
Dormirei na solidão bagunçada do meu eu
Corroerei meu físico ser aparentemente passível, inativo e quieto
Quieto para a podridão desses padrões
Para palavras que apenas tocam numa bacia de água onde quero jogar minha cabeça e molhar todo meu cabelo com essa falta de alguém
Não derrubarei lágrimas por peitos ocos
A vida não pode sucumbir no torniquete da consciência
A vida explode sempre no mais além
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